Como temos visto, para adquirir-se uma idéia do que é o Yôga, sua proposta e suas disciplinas, tais como: mudrá, pújá, mantra, pránáyáma, kriyá, ásana, yôganidrá, samyama (pratyáhára, dháraná, dhyána, samádhi), desenvolvimento dos chakras e kundaliní, o domínio do karma e do dharma, é imprescindível e básico conhecer a história, a etnia, a cultura e a organização da sociedade do povo que deu origem a tudo isso.
Ter conhecimento da proposta original significa acabar com as fantasias e distorções, reconhecendo as metas verdadeiras e não confundindo os meios com os fins.
Yôga é uma filosofia prática completa que aperfeiçoa o corpo e os níveis mais profundos do ser humano, trazendo criatividade, saúde, vitalidade e beleza externa e interna. Mas, isso tem uma meta muito mais ampla. Os efeitos benéficos sobre os músculos, a flexibilidade, a redução do stress e o surgimento de saúde generalizada são apenas as conseqüências colaterais. Adquirir vitalidade e aumento na expectativa de vida com maior qualidade são, na verdade, instrumentos para se obter condições biológicas e tempo suficientes para alcançar um patamar evolutivo muito adiantado, paranormalidades e, afinal, a hiperconsciência e uma megalucidez.
O método do Yôga autêntico e original consiste em acelerar o processo evolutivo proporcionando, a quem o pratica de verdade, a evolução de um milhão de anos em uma década. Todo o sistema do Yôga ancestral, de linhagem e origem Tantra-Sámkhya, fundamenta-se no conceito da kundaliní, que é patrimônio da humanidade. Tudo depende dela nos mais variados graus de atividade, seja no impulso à verticalidade do homem, a saúde corporal, as capacidades paranormais, a iluminação interior e a hiperlucidez que projeta o homem de sua mera condição de primata à meta da evolução (samádhi) em uma só vida, sem aguardar outras eventuais existências.
CHAKRAS E KUNDALINÍ
Assim como qualquer outro assunto, ao falarmos de chakras e kundaliní, precisamos saber do que estamos tratando. A ignorância, condicionamentos e deturpações a respeito são muito grandes. Este sistema de chakras que a humanidade possui, foi e ainda é em geral, pouco desenvolvido mas tem uma potencialidade enorme. Pode conduzir ao máximo da evolução humana e proporcionar uma forma de expressão plena em todos os níveis, desde que corretamente utilizado.
O verdadeiro Yôga está aí para ser praticado. Ele nos conduz à integração plena, porém com auto-suficiência e liberdade.
Os métodos repressores, nitidamente, nos tornam dependentes, desunidos e desintegrados. Será que, no corpo físico, o coração, o fígado, pulmões, rins, coluna vertebral, cérebro, sistema circulatório, etc..., estão ultrapassados e fora de lugar? Retirem uma glândula endócrina do corpo e vejam o que acontece. Harmonizem o conjunto e vejam, também, o que acontece. Desenvolvendo harmonicamente e com adequação todo o sistema e criando uma base de sustentação consistente, poderemos saltar e atingir os níveis de super e hiperlucidez. Isso nos proporcionará uma vida plena de expressão, eliminando tantos desequilíbrios, desajustes, embotamentos e trazendo, dessa maneira, a tão almejada libertação ao ser humano. Ele atingirá o ponto culminante da sua evolução. Esse é, com certeza, o sistema que o homem dispõe no momento para atingir tal objetivo. Quando se alcança um grande desenvolvimento, os códigos, hemisférios e sistemas naturalmente (e só então) se configuram para que a expressão criativa nos mais diversos níveis aconteça. Em geral, as pessoas ficam paralisadas quando submetidas a teorias, dogmas, conceitos e preconceitos de todo tipo, o que dificulta a compreensão correta do assunto. O objetivo desta postagem é esclarecer que a ativação desta energia pode e deve ser feita com critério, segurança e naturalidade.
Chakra (pronuncia-se tchakra) significa roda ou círculo e são centros de captação, armazenamento e distribuição do prána, a energia vital.
Prána é a denominação genérica dada a qualquer forma de energia manifestada biologicamente. O calor e a eletricidade são formas de prána desde que manifestadas por um ser vivo, como por exemplo: o bater de palmas das mãos. Ele é uma síntese de energia de origem solar encontrada em toda parte. O prána, considerado de uma forma ampla, subdivide-se em pránas específicos sendo que os dois mais importantes, por terem polaridades opostas, são prána e apána localizados em determinadas e específicas regiões do corpo. Quando, por intermédio de contrações (bandhas) de certos plexos, os dois pólos opostos se encontram, provocam uma faísca que é o início da ativação da kundaliní.
Os chakras são denominados de rodas ou círculos por serem vórtices de energia e, dessa maneira, circulares. Localizam-se nas confluências e ramificações das nádís. São redemoinhos como os formados nos rios sendo que os principais são representados por figuras de lótus (padmas) vistas de cima. Têm variadas quantidades de pétalas abertas, representações simbólicas das nádís primárias que começam em cada um dos chakras para fazerem a distribuição da energia para outros chakras e, também, para todo o corpo. Os chakras principais dão origem a todos os outros secundários, através da rede de vasos e canais pránicos (as nádís) e controlam toda essa rede, regulando-a. Existe uma quantidade indeterminada de centros de força secundários sendo que, somente nas palmas das mãos, existem 35 em cada uma delas.
A seguir, as representações de cada um dos chakras, começando do básico até o frontal.
O Yôga trabalha todos os chakras mas dá ênfase aos principais, posicionados no eixo vertebral, para produzir os efeitos superlativos que impulsionam o adiantamento pessoal. Além de distribuírem a energia para os demais centros que têm relação com a saúde são, também, os responsáveis pela manifestação da kundaliní e sua expressão de capacidades e poderes (siddhis).
O que se precisa é praticar e sair da mera teoria, de especulações e do porquê das coisas pois, somente a prática vai resultar num efeito concreto de desenvolvimento dos chakras. O conhecimento é necessário, todavia, o que se deve é evitar devaneios teóricos exacerbados menosprezando a prática. Prática é vivência, desenvolvimento e integração com auto-suficiência. Teoria sem prática é acomodação e dependência.
Os chakras (padmas) podem girar para a direita ou para a esquerda mas, seja para um sentido ou para o outro, todos devem girar no mesmo sentido, senão o sistema entra em completo desequilíbrio neurológico, endócrino e psíquico o que abre as comportas para todo tipo de enfermidades diagnosticáveis ou não. Negligenciar o sistema de chakras é abrir mão da própria sanidade.
O sentido de giro sinistrógiro (anti-horário) dos chakras gera força centrípeta, ou seja, de captação, favorecendo a mediunidade, a psicografia, a incorporação e determinados tipos de canalizações. O motivo é simples: na mediunidade é conveniente ser como uma antena que fica captando sinais aleatoriamente sejam ou de espíritos, ou estímulos do inconsciente ou ondas emitidas pelos outros. Isso não tem nada a ver com o Yôga.
O sentido de giro dextrógiro (horário) dos chakras gera força centrífuga, ou seja, de irradiação, propiciando as expressões de paranormalidades que têm afinidades com o Yôga. No Yôga as pessoas se transformam em pólos irradiadores de energia, imunes a fenômenos mediúnicos, escudadas e invulneráveis contra qualquer espécie de comprimento de onda adverso, seja este emitido pela Natureza ou por outras pessoas. É muito importante que se compreenda isso para que quem pratica Yôga não se julgue inferiorizado justamente pela condição e qualidade que lhe protege e impulsiona a sua evolução.
Os espiritualistas são excessivamente sensitivos pois, a todo instante e em quaisquer circunstâncias, dizem que vêem, que ouvem ou sentem alguma coisa. Já a sensibilidade do yôgin exprime-se de maneira bastante diferente. No entanto, muitas vezes, os menos avisados podem imaginar que o outro está mais desenvolvido, o que não é verdadeiro. O outro, em geral, pode estar desequilibrado, por ficar captando aleatoriamente, à revelia e em qualquer situação, vibrações que, na maioria das vezes, não lhe servirão de nada, podendo até mesmo lhe trazer perturbações.
Mas, como saber qual é o sentido horário de giro? Pode parecer simples e dizer-se que é o dos ponteiros de um relógio. Todavia, a questão é que, em geral, as pessoas traduzem esse movimento como observado ou visualizado de dentro do corpo. Mas, a verdade é que o movimento dos chakras é visto por quem nos observa, da mesma maneira como nós olhamos o relógio pelo mostrador e não pelo seu fundo. Faça o seguinte experimento para entender melhor: segure um relógio com ponteiro de segundos colocando-o entre as sombrancelhas e observe no espelho. O sentido de giro do ponteiro é o mesmo que o praticante de Yôga usará para estimular e desenvolver os chakras. O estímulo de chakras (padmas) pode ser conseguido de várias maneiras externas e por uma única interna. Os estímulos externos podem ser a percussão, a fricção, o massageamento, o calor, mantra, magnetização ou mentalização. O único meio interno é despertar a energia ígnea da kundaliní, que atua como se ligasse a ignição de um motor colocando em movimento as rodas do veículo.
No Yôga antigo e autêntico utilizam-se algumas formas externas desde que se faça, necessariamente, um trabalho profundo e progressivo de ativação da kundaliní.
NÁDÍS
Nádís são os canais de circulação da energia vital que compõem uma rede vascular por todo o nosso corpo. Nádí é o feminino de náda, que se traduz por som. Nádí significa rio ou correnteza. Sua relação com a palavra náda é ilustrativa pois a passagem que a energia vital (prána) faz pelos canais provoca uma vibração que é identificada como som pelo aparelho da audição. As principais são: Idá, Pingalá e Sushumná, sendo esta última a mais fundamental de todas pois é através dela que a energia da kundaliní ascenderá. Cada nádí tem um diâmetro específico e, sendo assim, produz uma vibração diferenciada, tal como ocorre em um diapasão de sopro sob contínuo fluxo de ar. Isso é percebido pelo ouvido interno e traduzido como um som distinto para cada nádí dos centros de força. Essa sonoridade é representada por uma letra do alfabeto dêvanágarí. A cada som (mantra) corresponde um símbolo (yantra). Esse som é chamado de bíja-mantra da pétala do chakra. O conjunto de todos esses sons unificados resulta no som específico do chakra, o seu som-semente. Pela emissão dessa sonoridade pelas cordas vocais, os chakras são estimulados através da ressonância.
GRANTHIS
Outro fator de fundamental importância para a compreensão do funcionamento dos chakras e da kundaliní são os granthis. Granthi traduz-se como nó e é o nome de uma espécie de válvula de retenção que existe em 3 chakras específicos: no múládhára (básico), no anáhata (cardíaco) e no ájña (entre as sombrancelhas). É uma válvula de segurança que tem como função impedir a kundaliní de ascender antes do momento certo e, mais que isso, evitar que ela retroceda. Isso protege o praticante pois é necessário que todo o seu sistema biológico esteja preparado e pronto para agüentar o salto e aceleração evolutivos que acontecerão.
As nádís necessitam estar purificadas de detritos que obstruam o fluxo interno da energia kundaliní, a fim de evitar desvios durante o trajeto. A metodologia perfeita do Yôga antigo, ancestral e original consiste mais em purificar e desobstruir os condutos pránicos do que, propriamente, estimular a kundaliní. Essa energia ascenderá natural, segura e espontaneamente quando encontrar os canais perfeitamente limpos pois a kundaliní tem constituição e características ígneas e é da natureza do fogo subir. Entretanto, também é necessário impedir que essa energia retroceda, para preservar o adiantamento já adquirido através dos períodos de prática. Se a kundaliní já subiu e chegou a um centro de força que possua um granthi ou algum outro acima dele, mesmo que pare de praticar, o grau de evolução alcançado pelo praticante (sádháka) não será perdido nem desperdiçado.
Algumas linhas de Yôga utilizam técnicas que objetivam destruir o granthi do múládhára chakra libertando a kundaliní aí latente, fazendo com que esta ascenda de forma agressiva, o que não é nada recomendável. No Yôga Autêntico desfazemos os nós um a um com paciência e com disciplina progressiva para que a kundaliní suba pela sushumná com total segurança.
Alguns praticantes e alguns professores ou líderes parecem não perceber que tudo isso é um assunto técnico com efeitos concretos. Não seguem a metodologia correta, exacerbam os perigos (decorrentes de uma prática incorreta) e acabam confundindo as pessoas. Contudo, até mesmo qualquer tipo de mantra, assim como qualquer outra coisa, se não praticados com responsabilidade e conhecimento podem ocasionar conseqüências perniciosas. Isso não quer dizer que lidar com esses assuntos seja complicado. É como dirigir numa estrada, atravessar uma rua ou construir uma casa. É necessário, apenas, conhecer as regras e seguí-las sem alterações.
Mantra é vibração com efeitos concretos. Assim, é preciso saber e prestar atenção aos bíja-mantras (sons sementes) dos chakras, não modificá-los e entoá-los de forma adequada. Os sons sementes dos chakras principais são estes:
Bíja-Mantras e Chakras correspondentes
ÔM => Sahásrara
ÔM => Ájña
HAM => Vishuddha
YAM => Anáhata
RAM => Manipura
VAM => SwádhisthánaLAM => Múládhára
Chakras e glândulas correspondentes
Quando os chakras se desenvolvem além de um certo ponto e ultrapassam a sua função fundamental de distribuir a energia para o funcionamento do organismo humano, começam a proporcionar efeitos que transpõem o nível da normalidade.
No Yôga original, de linhagem Tantra-Sámkhya autêntica, os siddhis (capacidades paranormais) são progressivamente ativados e aperfeiçoados pelas técnicas completas de despertamento da grande força da kundaliní, latente em todos os seres humanos na base da coluna vertebral, fazendo-a ascender pela medula espinal e vitalizando os chakras.
Kundaliní é uma energia física. Não é energia espiritual e, portanto, está submetida às leis da Física. A sua característica é neurológica e a sua expressão é sexual. Significa serpentina, a que tem a forma de serpente, pois possui a aparência de uma energia ígnea enroscada 3 vezes e meia no interior do chakra básico próximo à base da coluna vertebral e aos órgãos genitas. Em estado latente parece uma chama congelada e é tão poderosa que a denominam Deusa, Mãe Divina, Shaktí Universal. O ativamento dessa energia é uma questão evolucionária. A humanidade do futuro terá, certamente, a kundaliní ativa e os chakras completa e harmonicamente desenvolvidos, manifestando de maneira comum, as capacidades hoje chamadas paranormais. Mas, é necessário acioná-los e desenvolvê-los hoje para que seja assim no futuro. Então, o receio que se costuma ter é: por ignorância, por tratarem apenas teoricamente o tema, por medo do desconhecido e pelo fato de a kundaliní parecer uma serpente de fogo enroscada nas imediações do períneo. Por este motivo, é preciso ultrapassar essas limitações culturais, esses traumas e esses tabus mais arraigados para que a evolução seja possível.
A meta do Yôga é o samádhi. Samádhi não tem nada a ver com Satori e nem com Nirvana. Samádhi é o estado de hiperconsciência e megalucidez que proporciona o autoconhecimento e o conhecimento do Universo, o ápice da evolução humana. Nenhum samádhi é possível sem kundaliní. O propósito do Yôga é acordar essa energia através de uma metodologia prática que torna possível atingir essa meta. Mas, dependendo da modalidade de Yôga, o método pode ser mais veloz, mais seguro e mais agradável. Por isso, é da maior importância saber o que se está fazendo e com total clareza. O Yôga legítimo é uma forma eficiente e rápida (mas sem exagero) de despertamento da energia. É totalmente seguro e muito agradável por ser, essencialmente, de estirpe comportamental tântrica branca (não no sentido racial), incentivando a responsabilidade e a disciplina às normas de segurança milenares. Primeiro ele purifica o organismo com uma alimentação biológica inteligente, sensata, variada, saborosa e sem paranóias. Depois executa um processo de reeducação emocional e mental. Aumenta a flexibilidade da coluna vertebral, rejuvenescendo-a para poder liberar a energia. Trabalha com pránáyámas específicos e com bandhas que são constrações de plexos e glândulas, para inflamar, acionar o sistema e impulsionar essa energia para cima, visualizando e gerando o arquétipo mental do objetivo.
Os métodos que tentam despertar a kundaliní de uma forma agressiva, sem preparações progressivas e sem levarem em consideração atitudes básicas em seus hábitos de desobstrução das nádís podem produzir a denominada fuga energética pela base da coluna vertebral. Por este motivo, para quem vai praticar e para quem vai se aprofundar no método do Yôga é fundamental saber que a palavra kundaliní é do gênero feminino devendo o í final ser sempre acentuado e, portanto, longo (vide postagem: Sânscrito - algumas regras básicas, neste blog) e com a sílaba tônica sendo a primeira (KUN-daliní). Está errado considerar a palavra no masculino e com a tônica na penúltima sílaba (Lí) = o Kundalíni. Muitos dirão (como é de costume) que isso não tem importância e que tanto faz. Acontece que essa informação é imprescindível quando deixamos de ser meros teóricos e tornamo-nos praticantes de Yôga pois, o gênero feminino indica polaridade negativa e o gênero masculino polaridade positiva. Ora, se fosse o Kundalíni (no masculino) teria polaridade positiva o que exigiriam procedimentos e atitudes opostas para deflagrar essa energia. Invertendo-se o conceito inverte-se a polaridade e, no momento de se aplicar a técnica correta, ao invés de se fazer o poder da kundaliní subir vai, inevitavelmente, fazê-lo descer. Os de linha espiritualista defendem que essa energia é espiritual e, assim, por ser algo subjetivo e intangível não é possivel direcioná-la ou controlá-la. Todavia, no Yôga antigo, original e de linhagem Tantra-Sámkhya, sabe-se (e pode-se provar) que a kundaliní é uma energia física e não espiritual como declaram os professores e líderes de linha espiritualista. Sendo energia física ela está subordinada às leis da Física onde os pólos iguais se repelem. Logo, para fazê-la ascender deve-se, entre outras técnicas, pressioná-la com uma parte do corpo que possua polaridade igual. Um dos ásanas (posições físicas e psicofísicas do Yôga) que atendem a essa necessidade é o Siddhásana. Se alguém a chama de o kundalíni (no masculino) mesmo conhecendo a maneira de ativá-la e sabendo que é uma energia subordinada às leis da Física, cometerá o equívoco de colocar o pólo errado em contato com o períneo, não gerando força de repulsão e sim de atração puxando a kundaliní para baixo.
OBS: É importante, neste ponto, esclarecer e não confundir espiritualismo e espiritualistas com Espiritualidade. Espiritualidade é um patrimônio do ser humano e lhe é inerente. Já espiritualismo é a institucionalização da Espiritualidade, confrontando espírito e matéria colocando-os como coisas oponentes. Em nome disso, espiritualistas muitas vezes cometeram e ainda comentem muitos equívocos, provocando inúmeros delírios, devaneios e especulações que geram confrontos, paranóias, fanatismos e dependências. O Yôga ancestral, autêntico e sem distorções desenvolve a espiritualidade do ser humano, mas é de essência naturalista (Tantra-Sámkhya) e não de caráter espiritualista ou místico (Brahmácharya-Vêdanta).
Há um método de aprendizado que se realmente for seguido com regularidade acarretará num processo evolutivo bastante acelerado. Conhecendo-se o significado do termo egrégora e das leis que regulam essa força, saberemos que é necessário excluir a prática simultânea de várias metodologias e sistemas pois os chakras seriam estimulados a girar em sentidos diversos e em comprimentos de ondas diferenciados. O Ády Ashtánga Sádhana (prática fundamental em 8 partes) é um magnífico início para o desenvolvimento rápido porém progressivo, seguro e eficiente do sistema energético que possuímos e que nos conduzirá, com certeza, a estados de consciência cada vez mais expandidos e próximos do ponto culminante da evolução humana.
A sabedoria sobre o real sentido de Egrégora também leva-nos a respeitar o trabalho alheio, mostrando o grau de evolução no qual estamos inseridos, uma vez que, esse respeito pelo trabalho do próximo é um sintoma básico de espiritualidade.








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