sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Sânscrito - algumas regras básicas

A palavra Yôga vem do sânscrito. Em caracteres dêvanágarí escreve-se assim:





= YA (curta)






= YAA => YÁ (Longa)






= YAU => YOO => YÔ (longa)







= YÔGA



Transliteração: os caracteres do sânscrito são da escrita dêvanágarí. Quando se escreve o sânscrito em caracteres latinos chama-se transliteração. Existem regras para se escrever e pronunciar esses sons das palavras.

  • Em dêvanágarí o acento (matra) é representado por um traço vertical a mais colocado depois da letra servindo para alongar a pronúncia dessa sílaba mas não a tornará necessariamente tônica. Na transliteração sendo uma letra a, u ou i o acento deve ser agudo. Sendo uma letra e ou o, deve ser circunflexo. Esse acento não ocorrerá só na transliteração para o português mas, também, para outros idiomas como para o inglês e o castelhano que nem possuem em sua ortografia o acento circunflexo.

Algumas regras básicas do sânscrito:

1. A pronúncia de alguns fonemas:

  • O fonema Ô é resultado da fusão (crase) do A com o U e por isso é sempre longo pois contém duas letras. Por convenção (na transliteração) o acento agudo é aplicado sobre as letras longas quando ocorre fusão de letras iguais (á - í - ú). O acento circunflexo é aplicado quando ocorre crase de letras diferentes: a + i = ê e a + u = ô. Por exemplo:
Sa + ishwara = Sêshwara

A + UM = ÔM

  • O acento circunflexo não é usado para fechar a pronúncia do Ô ou do Ê pois esses fonemas SÃO SEMPRE FECHADOS:

    /ÔM/ - /YÔGA/

/VÊDAS/ - /DÊVAS/

  • NÃO EXISTE, portanto, a pronúncia /Déva/ nem /Yóga/ e etc.

2. Gêneros masculino e feminino:

  • Quase todas as palavras sânscritas que na transliteração, terminam em a são masculinas. Exemplos:
Shiva, Krishna, Rama (nomes de personagens masculinos) .

O ásana, o chakra, o mantra, o Yôga.


  • Quase todas as palavras sânscritas femininas terminam em í acentuado. Exemplos:

Párvatí, Lakshmí, Kálí, Saraswatí (nomes de personagens femininos).

A dêví, a shaktí, a kundaliní, etc.


3. No sânscrito os sons do Y e do I são diferentes. O Y tem o som mais fluido e rápido e o I tem o som mais seco. No sânscrito o Y e o I têm valores fonéticos, semânticos, ortográficos e vibratórios totalmente diferentes. O I não se usa antes de vogais.

Então, como foi visto, em dêvanágarí escreve-se:

que translitera-se como: YÔGA

  • O Yôga (no masculino)

  • com Y (antes de vogal e com som mais fluido)

  • com acento circunflexo (^) e com som de Ô fechado (prolongado pois é a fusão de a + u = ô)

  • a pronúncia do som O é sempre fechada e sempre prolongada (duas vogais)
Logo: O Yôga.


Se pronunciarmos de outra forma esse som mântrico estaremos nos sintonizando com um comprimento de onda, com uma frequência vibratória e com linhagens diferentes do Yôga e não haverá identificação com essa profunda arte filosófica de viver e sim com qualquer outra coisa. Não conseguiremos sintonizar com o clichê arquivado no inconsciente coletivo ou registro akáshico.

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