
O Yôga
Ao iniciar esta página é fundamental afirmar que, ao falarmos YÔGA, precisamos saber o que estamos querendo dizer com isso, para não partirmos de premissas falsas ou incorretas.
Isso nos levaria, inevitavelmente, a discussões irrelevantes e a conclusões inconseqüentes, distorcidas e deturpadas.
É necessário varrermos da nossa mente todos os esteriótipos e condicionamentos a respeito do assunto. Para entender o YÔGA é preciso conhecer as suas verdadeiras origens e suas raízes mais profundas.

Localização de Índia e Paquistão no continente asiático

Região do Vale do Indo
Mapa ampliado da Índia - Vale do Indo a noroesteÉ necessário conhecer o suficiente sobre o povo Drávida, sobre a civilização Harappiana, ultra desenvolvida, instalada na região do Vale do Indo numa vasta área geográfica à noroeste da Índia, há pelo menos 5.000 anos atrás.
Cidade de civilização ultra-desenvolvida descoberta em escavações arqueológicas recentes. Quanto mais escavam, outras civilizações ainda mais desenvolvidas vão surgindo.
Vale do Indo - mostrando a localização das cidades de: Harappá, Mohenjo Daro e LôthalClique nas fotos para passear pelas cidades
Vista geral da ancestral cidade portuária de Lôthal
É necessário conhecer toda a história, a trajetória do YÔGA até os dias de hoje e as deturpações e alterações que sofreu ao longo dessa jornada.
Precisamos perceber sua relação natural com o SÁMKHYA (filosofia teórica) e com o TANTRA (filosofia comportamental). E como ele, o YÔGA, se insere como filosofia prática.
Precisamos entender o que designa o termo Hinduísmo, que não é uma religião e sim um conjunto de preceitos éticos, jurídicos, históricos, filosóficos e artísticos. Que ele tem duas fases: uma mais antiga e outra posterior sendo que a mais antiga consiste na tradição oral de Mestre a discípulo ou, ainda, através do conhecimento adquirido por via direta, de dentro de si mesmo.
Precisamos entender o que é o Vêdánta e quando surgiu.
Entender o que é um sistema Brahmácharya de comportamento patriarcal, anti-sensorial e repressor.
E saber que o SÁMKHYA e o YÔGA são as duas tradições mais antigas da Índia as quais a princípio, pertenciam exclusivamente à cultura dravídica e que só bem mais tarde foram anexadas ao Hinduísmo.
Entender que o SÁMKHYA é um sistema filosófico naturalista totalmente especulativo baseado na discriminação entre o Púrusha (a chispa que habita no homem, que é o próprio homem no auge de sua consciência) e à Prakrití (a Natureza). Ele não comporta nenhum tipo de misticismo e não se baseia na fé.
Compreender que o YÔGA é completamente prático, não tem teoria alguma, não comporta crença de espécia alguma e, mais que os outros sistemas, baseia-se na tradição oral.
E saber que o chamado Yôga Clássico foi resultado de uma deturpação de natureza política e étnica imposta pelos áryas, guerreiros sub-bárbaros sem nenhuma cultura filosófica, artística nem científica após a invasão a que submeteram a Índia e seu povo em 1500 a.C., aproximadamente.
Saber que Pátañjali foi o codificador desse Yôga Clássico mais ou menos em 300 a.C. e que, portanto, Não é o Pai do Yôga, nem o seu criador (aliás, nem teve essa pretensão).
Além desses sistemas precisamos ainda saber e abordar a questão do TANTRA ou TANTRIKA que é uma filosofia comportamental onde, na sua clareza fundamental, não existe censura nem sentimento de culpa. É originária do período dravídico ou pré-dravídico. A cultura tântrica original (matriarcal) é, talvez, a única desse tipo no mundo a demonstrar que a evolução do Ser humano ocorre através da desrepressão e do prazer de viver contrário a tudo que se pregou sobre a necessidade do sofrimento e a repressão dos sentidos para se evoluir.
A afinidade do SÁMKHYA é com o TANTRA como ocorre com o YÔGA PRÉ-CLÁSSICO, Original e Antigo, anterior aos Vêdas. No SÁMKHYA (naturalista) diferente do VÊDÁNTA (espiritualista) será pela analogia e observação da Natureza e, mais ainda, a partir do estado de consciência intuicional que poderemos compreender os vários níveis do Universo. Todavia, essa compreensão está acima do atual estágio da humanidade em geral. Assim, chega-se numa divisa onde o SÁMKHYA termina e acontece e principia o YÔGA, pois o SÁMKHYA termina na especulação e nas teorias explicativas da existência que ficariam estéreis se não fosse a PRÁTICA DO YÔGA.
Precisamos perceber sua relação natural com o SÁMKHYA (filosofia teórica) e com o TANTRA (filosofia comportamental). E como ele, o YÔGA, se insere como filosofia prática.
Precisamos entender o que designa o termo Hinduísmo, que não é uma religião e sim um conjunto de preceitos éticos, jurídicos, históricos, filosóficos e artísticos. Que ele tem duas fases: uma mais antiga e outra posterior sendo que a mais antiga consiste na tradição oral de Mestre a discípulo ou, ainda, através do conhecimento adquirido por via direta, de dentro de si mesmo.
Precisamos entender o que é o Vêdánta e quando surgiu.
Entender o que é um sistema Brahmácharya de comportamento patriarcal, anti-sensorial e repressor.
E saber que o SÁMKHYA e o YÔGA são as duas tradições mais antigas da Índia as quais a princípio, pertenciam exclusivamente à cultura dravídica e que só bem mais tarde foram anexadas ao Hinduísmo.
Entender que o SÁMKHYA é um sistema filosófico naturalista totalmente especulativo baseado na discriminação entre o Púrusha (a chispa que habita no homem, que é o próprio homem no auge de sua consciência) e à Prakrití (a Natureza). Ele não comporta nenhum tipo de misticismo e não se baseia na fé.
Compreender que o YÔGA é completamente prático, não tem teoria alguma, não comporta crença de espécia alguma e, mais que os outros sistemas, baseia-se na tradição oral.
E saber que o chamado Yôga Clássico foi resultado de uma deturpação de natureza política e étnica imposta pelos áryas, guerreiros sub-bárbaros sem nenhuma cultura filosófica, artística nem científica após a invasão a que submeteram a Índia e seu povo em 1500 a.C., aproximadamente.
Saber que Pátañjali foi o codificador desse Yôga Clássico mais ou menos em 300 a.C. e que, portanto, Não é o Pai do Yôga, nem o seu criador (aliás, nem teve essa pretensão).
Além desses sistemas precisamos ainda saber e abordar a questão do TANTRA ou TANTRIKA que é uma filosofia comportamental onde, na sua clareza fundamental, não existe censura nem sentimento de culpa. É originária do período dravídico ou pré-dravídico. A cultura tântrica original (matriarcal) é, talvez, a única desse tipo no mundo a demonstrar que a evolução do Ser humano ocorre através da desrepressão e do prazer de viver contrário a tudo que se pregou sobre a necessidade do sofrimento e a repressão dos sentidos para se evoluir.
A afinidade do SÁMKHYA é com o TANTRA como ocorre com o YÔGA PRÉ-CLÁSSICO, Original e Antigo, anterior aos Vêdas. No SÁMKHYA (naturalista) diferente do VÊDÁNTA (espiritualista) será pela analogia e observação da Natureza e, mais ainda, a partir do estado de consciência intuicional que poderemos compreender os vários níveis do Universo. Todavia, essa compreensão está acima do atual estágio da humanidade em geral. Assim, chega-se numa divisa onde o SÁMKHYA termina e acontece e principia o YÔGA, pois o SÁMKHYA termina na especulação e nas teorias explicativas da existência que ficariam estéreis se não fosse a PRÁTICA DO YÔGA.
Quanto à tradição tântrica, ela já existia milênios antes de ser registrada em livros ou documentos escritos, entre os séculos IV d.C. e VIII d.C. Por isso, muitos falam do TANTRA como tendo nascido durante esse período e com as características desse período. Dessa forma, como ocorre com o YÔGA e com o SÁMKHYA, existe um tipo de TANTRA do período pré-clássico, dravídico, um outro clássico adaptado aos costumes arianos (patriarcais, repressores, anti-sensoriais e dominadores) e um outro TANTRA medieval que produziu toda a literatura que chegou aos dias atuais, muito influenciado pela Filosofia Vêdánta (espiritualista, quase religiosa). O TANTRA diz respeito a um padrão comportamental que foi marginalizado e, após as invasões dos áryas na Índia a maneira de viver dos drávidas foi condenada.
As afinidades e não afinidades entre tudo isso nos mostram o caráter libertário do YÔGA autêntico, filosofia prática rumo ao autoconhecimento, ao auge da evolução humana e a sua conseqüente expressão em todos os níveis da nossa existência.
O YÔGA autêntico é o mais antigo que está em sintonia e afinidade com o SÁMKHYA primordial e com o comportamento tântrico original, onde nenhum tipo de imposição e deturpação havia ocorrido.
Mesmo hoje, que o YÔGA está mais divulgado, grande parte do que se encontra em livros não faz parte do seu contexto autêntico e legítimo. O YÔGA autêntico é algo que pode ser expressado na atualidade indicando a tendência comportamental do futuro.
1. Como localizar tudo isso em nós mesmos nos dias correntes?
As afinidades e não afinidades entre tudo isso nos mostram o caráter libertário do YÔGA autêntico, filosofia prática rumo ao autoconhecimento, ao auge da evolução humana e a sua conseqüente expressão em todos os níveis da nossa existência.
O YÔGA autêntico é o mais antigo que está em sintonia e afinidade com o SÁMKHYA primordial e com o comportamento tântrico original, onde nenhum tipo de imposição e deturpação havia ocorrido.
Mesmo hoje, que o YÔGA está mais divulgado, grande parte do que se encontra em livros não faz parte do seu contexto autêntico e legítimo. O YÔGA autêntico é algo que pode ser expressado na atualidade indicando a tendência comportamental do futuro.
1. Como localizar tudo isso em nós mesmos nos dias correntes?
2. Como discernir as bases de comportamento, as estirpes nas quais nos inserimos no mundo atual?
3. Como nos emanciparmos e nos libertarmos, COM PLENA CONSCIÊNCIA, de todas as leis morais, sociais ou religiosas exclusivamente pelo esforço e fluir de si mesmo?
4. E obter a integração consigo mesmo, com a Natureza e o Universo através da lucidez plena em todos os níveis: físico, emocional, mental, intuicional e mais adiante ainda?
Hoje, em um mundo ainda dominado, em grande escala, pela força bruta de um patriarcalismo repressor que o mantém, ainda, num regime de medo, pecado, culpa e violência que gera todo tipo de fanatismos, intolerâncias, perseguições, segregações, conceitos e preconceitos de todo tipo, RESSURGE, após um longo percurso de contínuas distorções, o YÔGA ANTIGO sistematizado e codificado numa oitava acima e à frente na espiral da escala do tempo e do espaço expressando-se criativamente na arte filosófica de viver de uma forma plena e luminosa.
É olhar o mais ancestral e perceber a vanguarda mostrando a simultaneidade plena de tudo.
É olhar o mais ancestral e perceber a vanguarda mostrando a simultaneidade plena de tudo.
Concluindo, é a partir de pelo menos disso que está escrito, que poderemos começar a falar do assunto YÔGA, aprofundá-lo (pois o assunto é vastíssimo) e... PRATICAR.
Na próxima postagem acrescentaremos mais alguns dados históricos muito importantes que são abordados de forma equivocada em muitos setores e obras sobre o assunto.
Precisamos ficar atentos às pessoas e aos livros os quais eu chamo "de citações", livros estes que apenas repetem afirmações sem terem os seus respectivos autores conhecimento correto sobre o que estão dizendo. Ou seja, leram e repetiram, mas não pesquisaram e nem vivenciaram o assunto no seu fundamento ocasionando as deturpações atuais e mitos hoje arraigados.
Breve começaremos a abordagem sobre a parte técnica e o encadeamento correto entre elas para que possamos nos desenvolver de uma forma ampla e verdadeiramente segura.
Vários selos em relevo com referências às práticas do Yôga foram e continuam sendo encontrados nestas escavações. Clique no selo com a figura do yôgi para ver mais sobre estes trabalhos arqueológicos.
A todos, muita LUCIDEZ !!!



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